Mostrando postagens com marcador O Doce & O Amargo do Secos & Molhados. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador O Doce & O Amargo do Secos & Molhados. Mostrar todas as postagens
28 de agosto de 2020
12 de outubro de 2017
DISCOS DE VINIL # 44
SECOS &
MOLHADOS – SECOS & MOLHADOS
(1974)
Nos primeiros meses de 1974, a maior
sensação musical do Brasil se resumia a um nome: o grupo Secos & Molhados. Graças
a um disco de estreia extraordinário, apresentações ao vivo empolgantes e uma necessidade
de muitos brasileiros em ouvir uma expressão de liberdade em meio à repressão
política e moral imposta pela ditadura militar, Gerson Conrad, João Ricardo e
Ney Matogrosso se tornaram extremamente populares em todo o país.
Em janeiro de 1974, o Secos &
Molhados retornava de maneira triunfal a um dos palcos mais emblemáticos da
história da música brasileira: o Teatro Thereza Rachel, o mesmo local no qual
Gal Costa realizara um de seus espetáculos mais inesquecíveis em toda a sua
carreira – FaTal: Gal a Todo Vapor. O rebuliço em torno de Ney Matogrosso era
tão grande naquela época que havia uma censora que o acompanhava desde a sua
chegada ao local até o fim de cada apresentação.
![]() |
| Ney Matogrosso, João Ricardo e Gerson Conrad |
No entanto, nenhum evento foi tão
marcante para a trajetória do Secos & Molhados do que o dia 23 de fevereiro
de 1974. Até aquele momento, nenhuma atração musical nacional (salvo os
Festivais da Canção) tinha conseguido lotar o Ginásio do Maracanãzinho. A popularidade
do S&M era tão expressiva que lotou a capacidade do local e ainda deixou
milhares de fãs desesperados do lado de fora.
![]() |
| O Secos & Molhados no Ginásio do Maracanãzinho - 23/02/1974 |
Logo depois a lendária apresentação do
Maracanãzinho, o Secos & Molhados embarcou em sua primeira turnê
internacional. Pouco antes de embarcarem para o México, o empresário Moracy do
Val foi destituído de suas funções sob alegação de supostos desvios de
documentação – João Apolinário, poeta, crítico de teatro e pai de João Ricardo,
foi convocado para empresariar o grupo. Ao retornarem da América do Norte,
Gerson, João e Ney entrariam em estúdio para gravarem o trabalho que sucederia
o seu extraordinário disco de estreia.
![]() |
| João Ricardo durante as gravações do disco, em 1974. |
João Ricardo, idealizador e produtor
do primeiro álbum do Secos & Molhados, não apenas assumiu a produção do
segundo disco, com também é o responsável por 12 das 13 canções que foram
gravadas. Os problemas com a censura fizeram com que Gerson Conrad e Paulinho
Mendonça compusessem “Delírio...” já no final das gravações do disco, visto que
“Tem Gente com Fome” e “Balada” (canção de João baseada em um poema musicado de
Carlos Drummond de Andrade).
![]() |
| Moracy do Val entre os integrantes do Secos & Molhados |
O segundo LP do Secos & Molhados –
cuja imagem (as faces de Gerson Conrad, João Ricardo e Ney Matogrosso se
sobressaem em um fundo negro) é de autoria de Antônio Carlos Morare, o mesmo que
fotografou os integrantes para a capa do primeiro disco – não possui a mesma
aura lúdica, anárquica e a magia de fadas e pirilampos de seu antecessor. Pelo contrário:
várias canções refletem a mentalidade de sombras e trevas que os membros do
grupo viviam em meados de 1974. Apesar da atmosfera negativa que envolvia a
produção do álbum, “Flores Astrais”, “Voo”, “Tercer Mundo” e “O Hierofante” são
as faixas mais marcantes deste trabalho.
A gravadora Continental chegou a
montar uma estratégia de marketing fenomenal para promover o segundo LP do
Secos & Molhados: anúncios de TV em cinemas de todo o Brasil foi uma das
ações de promoção planejadas na época. No entanto, foi durante a participação
do grupo no programa Fantástico na primeira semana de agosto
de 1974 que o Brasil e o resto do mundo souberam que Gerson Conrad, João
Ricardo e Ney Matogrosso não trabalhariam mais juntos.
Os dois videoclipes gravados para a TV Globo
são o testemunho de que o Secos & Molhados poderia ter sido se os seus
membros não tivessem sucumbido às egotrips e demais conflitos internos. O LP
foi lançado na segunda semana de agosto de 1974 com o gosto amargo do fim de
uma verdadeira mania nacional que encheu o país de alegria e esperança no auge
da Ditadura Militar.
As canções deste disco resistiram com
o passar dos tempos. No entanto, o segundo LP do Secos & Molhados ganhou
apenas UMA reedição em CD – a da série Dois Momentos, organizada por Charles
Gavin, ex-baterista do Titãs, que chegou a remixar os originais de 1974. Apesar
da Polysom ter reeditado este LP com toda a pompa e circunstância no início da
década de 2010, ainda aguardamos uma reedição deste clássico em CD, com encartes
especiais, etc. e tal. Assim, a justiça com a história da carreira fonográfica
do Secos & Molhados finalmente terá início...
7 de maio de 2017
70.000 visualizações + OUTRAS LEITURAS
Olá a todos!
O Trovas
de Vinil já teve mais de 70.000 visualizações! Atingimos a marca no
final da manhã de 5 de maio de 2017.
É uma honra sem tamanho saber que os textos que levo ao ar são visualizados não apenas pelos amigos, como também por pessoas que eu não conheço. Principalmente por se tratar de um projeto tão pessoal e tão querido por mim. Gostaria de agradecer a todos que leem, que comentam e que compartilham nossos textos pelas redes sociais.
Muito obrigado a
todos!
Beijos e abraços musicais do
VINIL
31 de dezembro de 2016
2016 | 2017 + 40.000 visualizações
Se você está lendo este texto na noite de 31 de dezembro de
2016, receba os meus parabéns! Você e eu sobrevivemos a este ano de cão! Muitos
de nós não conseguiram isso. Mais um motivo para celebrar a vida e agradecer à
vida por podermos dormir e acordar com um mínimo de saúde e energia.
2016 não foi um ano fácil para a música do Brasil e do mundo.
Tampouco, não foi um ano fácil para a política de nosso país. Muita patrulha,
muita bagunça. Poucas alegrias, muitas lágrimas de tristeza. Mudanças
profissionais ao lado das mesmices gritantes e avassaladoras do cotidiano de
professores de educação básica.
No plano pessoal, amizades se desfizeram, outras foram para a
geladeira por dentro indeterminado, novos amigos se fizeram, os mais antigos e
fiéis permaneceram. Reencontros felizes, desencontros necessários. Frustrações
sem fim, decepções clássicas, oportunidades perdidas...
Por outro lado, continuamos com a divulgação de meu primeiro
livro, O Doce & O
Amargo do Secos & Molhados. Fizemos três noites de autógrafos - uma em São Paulo, duas
noites no Rio de Janeiro. Foram momentos de muita alegria e algumas surpresas
bastante agradáveis. Dentre estes episódios especiais, destaco a noite em que
Ney Matogrosso veio prestigiar o livro, para total surpresa minha e de todos os
presentes. Prometo que tratarei deste assunto em futura outra crônica.
2016 foi o ano em que decidi que este Blog iria se posicionar
a respeito dos rumos que a democracia do país estava tomando. Nossas ideias
sobre política deram o tom de várias postagens por aqui. Não foi fácil assistir os atos que resultaram
no Golpe de Estado que retirou Dilma Rousseff do poder. Não tem sido fácil
assistir as decisões tomadas pelo governo golpista de Michel Temer e sua corja
pelos noticiários. Nesta página, há uma incansável resistência contra tamanhos
desmandos e, em 2017, não será diferente.
Dentre as mudanças estruturais do Blog, tenho procurado
deixar ele visualmente mais atraente para a leitura - na medida em que o site
do Blogger me permite. As atualizações semanais - às
quartas, um texto da série DISCOS DE
VINIL; aos domingos, uma crônica musical inédita - tem sido um desafio
abraçado com muito prazer e orgulho.
Aproveito está ocasião para dizer que alcançamos uma marca
inédita no Trovas de Vinil: 40 mil visualizações de posts. 10 mil em um período de dois meses. 27 mil visualizações em um ano! Nada mal para um projeto que começou
como uma simples terapia e hoje já possui mais de 120 textos sobre música e
outras searas, não?
Gostaria de agradecer, mais uma vez, a cada um que comentou
nossas postagens e a todos que compartilharam nossos textos nas redes sociais
com seus amigos. Muito muito muito obrigado de coração!
Aproveito para deixar o link de nossa página no Facebook para que vocês possam saber sobre as
atualizações do nosso Blog: https://m.facebook.com/TrovasDeVinil/
Desejo em 2017 muito sucesso, saúde e boa música e ótimas
energias para cada um de nós. Que possamos encontrar na música conforto e
alento para tolerar os percalços de nossa rotina!
Um beijo e um abraço
do
Vinícius
P.S.: Enquanto a redentora intervenção
alienígena não vem, faço minhas as palavras de Rita Lee & Roberto de
Carvalho na voz da saudosa Elis Regina:
5 de outubro de 2016
DISCOS DE VINIL # 2
SECOS & MOLHADOS - SECOS & MOLHADOS (1973)
O que é, o que é: qual o nome que se dá ao cruzamento de um músico
português, de um jovem compositor e de um cantor tímido e magricelo com um
timbre de voz agudo que se transformava em pleno palco?
Some-se a isso muita purpurina, maquiagem pesada, um som que ia do rock
clássico ao folclore português, sem deixar de passar por ritmos brasileiros e
com um discurso poético baseado em poemas de autores consagrados convertidos em
canção, além de letras originais…
Ah, e claro: uma boa pitada de contestação dos valores morais, estéticos
e, consequentemente, políticos da época na qual surgiu e o nome mais insólito
que uma banda brasileira poderia ter…
Se você, leitor, pensou no grupo Secos & Molhados, a sua resposta
está definitivamente COR-RE-TA!
A charada acima dá uma vaga ideia de que foi até fácil para que três
rapazes, cada um com o seu respectivo papel, revolucionasse a música do planeta
com apenas UM disco! E em apenas 12 meses! E, melhor de tudo, sem precisar
recorrer ao puro escracho que beirava os limites da baixaria, tal qual os
Mamonas Assassinas assim fizeram nos anos 1990.
O Secos & Molhados tinha tudo, menos uma receita pronta para o
estrondoso sucesso que fez na época, que tem feito há décadas e que ainda fará
por muitas outras: um vocalista com voz de mulher, um compositor de mão cheia,
o compositor “One Hit Wonder” mais significativo da história da música popular
brasileira e um som estranho para os padrões da época eram apenas alguns dos
elementos que NENHUMA gravadora de grande porte acreditaria hoje em dia!
E o que mais faz do disco de estreia do Secos & Molhados um dos
discos mais importantes dos últimos tempos? Vamos te dar 10 motivos para que
você possa saber:
1) A voz de
Ney Matogrosso ainda tem o poder de encantar gerações e mais gerações, de
crianças de 9 anos a senhorinhas de 90 anos;
2) As
composições originais de João Ricardo (em parceria com Luhli e Paulinho
Mendonça) conseguem fazer as pessoas cantarem, dançarem, pularem com versos
inesquecíveis como “Vira vira vira homem / vira vira / vira vira lobisomem” ou
“E o que me importa é não estar vencido”;
3) “Rosa de
Hiroshima”, poema de Vinícius de Moraes musicado por Gerson Conrad, é mais do
que uma ode às pessoas que sofreram os horrores da guerra, é um dos hinos
pacifistas mais belos em toda a história de versos, sons e ritmos da língua
portuguesa;
4) As
maquiagens utilizadas por Gerson Conrad, João Ricardo e Ney Matogrosso sempre
vão nos dar a impressão de que eles não são cantores e músicos, mas sim
criaturas que vieram de outro mundo!
5) A música do
Secos & Molhados, brasileira e da maior qualidade, mescla ritmos dos mais
diversos – Rock, Fado, Folk, Era do Rádio. Uma mistura de Bob Dylan com Crosby,
Stills, Nash & Young, conduzido pelo canto de uma Ângela Maria glitterizada
e com riffs de guitarras que parecem ter saído de The Rise & Fall of Ziggy Stardust & The Spiders from Mars.
6) Foi um dos
poucos discos da música brasileira que tocou todas as faixas (sim, as treze
faixas do disco!) nas ondas do rádio do Oiapoque ao Chuí!
7) A capa
deste disco é, sem dúvida nenhuma, a capa de disco mais ousada que já foi feita
neste planeta: quatro cabeças sendo servidas como pratos principais em uma mesa
de jantar!
8) Os refrões
das canções deste disco são fáceis de memorizar e, nem por isso, são pobres ou
desprovidos de inteligência musical!
9) Os músicos
de apoio que tocaram neste disco – Emilio Carrera, John Flavin, Willie
Verdaguer, Sérgio Rosadas, Marcelo Frias – fizeram dos teclados, guitarras,
baixo, flauta, bateria e percussão elementos de uma massa sonora complexa e de
uma riqueza extraordinária de sons e ritmos;
10) Este disco
vendeu cerca de 1 milhão de cópias em um ano de lançamento e desbancou o “Rei”
Roberto Carlos como o artista que mais vendia discos neste país! Além disto, o
Secos & Molhados conseguiu lotar o Maracanãzinho em uma apresentação
histórica em fevereiro de 1974.
Com o seu aclamado álbum de estreia e com a inesperada receptividade do
público e da crítica, o Secos & Molhados deixou de ser um mero conjunto pop
para se transformar em uma espécie de Beatlemania à brasileira e com toques e
temperos glitter. A consequência
imediata de tamanha popularidade foi a dissolução da formação clássica do grupo
em agosto de 1974, quando Ney Matogrosso decidiu abandonar o grupo alegando
“diferenças irreconciliáveis” com o seu companheiro de banda, João Ricardo.
Com apenas 13 faixas, o “disco das cabeças cortadas” se tornou uma das
pérolas mais brilhantes da canção brasileira! A cada audição deste disco, somos
transportados ao universo atemporal de “corujas e pirilampos” que falam e
dançam “entre os sacis e as fadas”.
Afinal, sempre haverá uma maneira de iluminarmos “a dança, a roda, a
festa”! E você pode ouvir este disco na íntegra aqui:
O LINK ORIGINAL ESTÁ NO PEQUENOS CLÁSSICOS PERDIDOS DESDE O DIA 2 DE JANEIRO DE 2014:
ESTE TEXTO E OUTRAS CURIOSIDADES SOBRE O GRUPO SECOS
& MOLHADOS TAMBÉM SE ENCONTRA NO LIVRO O
DOCE & O AMARGO DO SECOS & MOLHADOS:
SAIBA MAIS SOBRE O LIVRO AQUI:
5 de junho de 2016
TROVA # 72
“RIO É AMOR”
(ou “Eu não sei dizer /
nada por dizer”...)
![]() |
| Foto: Nilton Serra |
“Falam de
Paris de LaFrance de L’Amour
Dizendo que
lá tudo é bom
Mas é aqui
que a gente sente
Neste Rio
quente, quente
O verdadeiro
hino do amor.”
(“Rio é Amor”)
“Brasil,
quem te vê e te conhece
Nunca mais
de ti se esquece,
E te traz no
coração”
(“Inspiração”)
(Canções de Bruno Marnet gravadas por Ângela Maria e interpretadas por Ney Matogrosso em seu espetáculo Estava Escrito [1995], em homenagem à
bela Sapoti)
Depois de dez anos longe do Rio de Janeiro, cidade que
me trouxe ao mundo, sempre sinto uma enorme alegria é uma pontinha de tristes
quando faço o caminho do “retorno às origens”. Em primeiro lugar porque a
Cidade Maravilhosa se tornou cada vez mais estranha para mim – apesar de toda a
sua indiscutível beleza; em segundo lugar, porque vejo o Rio em um dos momentos
mais críticos de toda a sua existência.
![]() |
| Foto: Nilton Serra |
A felicidade de poder realizar o lançamento de meu
primeiro livro nesta cidade é algo pelo qual ainda não sei descrever com
exatidão. Poder compartilhar a fina flor do seu trabalho com os meus
conterrâneos e cariocas de coração é simplesmente gratificante. Uma honra. Um
bálsamo. Uma grande realização pessoal. Um desejo realizado. Porém, ao assistir
o noticiário matutino nos informando o andar da carruagem pelos lados de cá, me
deu uma preocupação enorme. Tudo bem que o que está sendo dito por aí era algo
que já constatava pelos jornais e pelas redes sociais dos amigos e conhecidos,
mas ver o discurso na prática foi (e tem sido) bem doloroso.
![]() |
| Foto: Nilton Serra |
A segurança pública nas
ruas é praticamente inexistente – a Polícia anda tão desaparelhada ao ponto de
membros da sociedade se verem obrigados a arrecadar dinheiro para comprar
bicicletas para que os policiais possam ajudar a manter a ordem (isso porque
estamos falando dos bairros mais centralizados). O sistema local de saúde ainda
é o retrato do caos e do descaso dos poderosos com as camadas
mais humildes da população carioca. Vários museus – e boa parte do patrimônio
cultural da antiga Capital Federal – se encontram em um estado digno de pena
enquanto o portentoso e belo Museu do Amanhã expõe as nossas contradições a céu
aberto, ao lado da eternamente imunda Baía de Guanabara. Os servidores públicos
e a Educação se encontram reféns de um Estado moral e financeiramente falido
enquanto muitos se preparam para receber os Jogos Olímpicos de 2016: escolas
ocupadas, servidores em greve e sem perspectivas de reajuste salarial enquanto
muitos se preocupam em saber por onde anda a Tocha Olímpica...
![]() |
| Foto: Nilton Serra |
Em contrapartida, a
ocupação das escolas estaduais e do palácio Gustavo Capanema tem nos
demonstrado que a insatisfação dos cariocas com os rumos que a cidade e o país
vem tomando é bem gritante. Os manifestantes declararam que não pretendem
recuar não for solucionado enquanto o impasse em relação à educação, ao
(brevemente) extinto Ministério da Cultura e ao Governo Federal ilegítimo de
Michel Temer. Em meio ao luxo e ao lixo, aos que possuem muito e aos que mal
conseguem se sustentar com o pouco que têm em mãos, palavras de ordem se
encontram escritas e pichadas por muitos cantos da cidade. O Rio de Janeiro
ainda é sinônimo de amor, apesar de tanto descaso de seus governantes em
relação aos cariocas. Os hinos de amor se apresentam através de protestos
políticos e que pedem mais carinho pela Cidade Maravilhosa amada por tantos...
![]() |
| Foto: Nilton Serra |
Bem, parece que o Cristo Redentor não tem encontrado
muitos motivos para ficar de braços abertos para nós. No entanto, as belezas da
Cidade Maravilhosa estão protegidas pelos artistas eternizados em forma de estátua
– Drummond e Braguinha estão em Copacabana para nos alumiar com a sua
irreverência e sua poesia; Clarice Lispector e Tom Jobim podem ser
(re)encontrados no Leme e em Ipanema para que possamos lhes pedir a bênção e
proteção. Fazer este périplo era uma obrigação para um escritor amador e em
início de carreira como eu.
![]() |
| Nós & Clarice |
Passar um final de semana
prolongado no Rio de Janeiro em um momento tão crítico para lançar um livro
sobre um grupo que é a maior representação de liberdade em forma de música é de uma ironia tremenda. Na verdade
(e digo isso sem a menor pretensão), é algo necessário em meio ao “purgatório da
beleza e do caos” gigantesco que muitos cariocas estão vivendo. Tenho a
esperança de que as canções do Secos & Molhados sejam um alento e um
incentivo não apenas para que a crença na luta por dias melhores ainda esteja
viva, como também possibilite o simples prazer de fazer algo de bom para os
outros...
![]() |
| Foto: Nilton Serra |
PAUSA PARA O
COMERCIAL:
![]() |
| Nosso livro no Moviola Bistrô Foto: Vinícius Rangel |
Se você quiser adquirir o livro “O Doce & O
Amargo do Secos & Molhados: poesia, performance e política na música
brasileira” (Ed. Terceira
Margem), é só entrar em contato comigo por e-mail (vinnieprof@gmail.com) ou
ligar para o Moviola Bistrô – Rua das Laranjeiras 280 – Lojas B e C – Tel. (21)
2285-8339 / 3040-2800 – e encomendar o seu exemplar.
![]() |
| Lançamento do Livro O Doce & O Amargo do Secos & Molhados: poesia, performance e política na música brasileira no Rio de Janeiro Foto: Nilton Serra |
31 de dezembro de 2015
2015 | 2016
E chegamos a mais um final de ano. 2015 foi, sem a menor sombra de dúvida, o nosso ano mais produtivo: o blog Trovas de Vinil teve um total de mais de 13 mil visualizações a partir de 63 crônicas musicais, sendo que 20 destes textos foram inéditos.
Isto se deve a algo que vai além de uma mera realização pessoal, mas a uma vontade de tornar este espaço algo cada vez mais interessante para quem o lê. E é por isso que eu gostaria de agradecer a cada um de vocês que visualizaram, leram, comentaram e compartilharam estes escritos por aí.
Além disto, 2015 foi um ano crucial para minha história: finalmente consegui lançar meu primeiro livro! O Doce & O Amargo do Secos & Molhados é mais do que um mero produto de 15 anos de pesquisas dedicadas à música popular, ele é a realização de um sonho antigo de suma importância para mim!
Que em 2016 a música continue nos unindo e mantendo a vontade que existe em cada um de fazer um mundo melhor. Que no próximo possamos continuar falando sobre todos os tipos de música de qualidade e que nos tocam profundamente. Desejo do fundo do meu coração que os próximos 365 dias não passem tão rápido como os de 2015, tal qual nos aludem os versos inteligentíssimos de Rita Lee:
Feliz Ano Novo!
Um abraço do
Vinícius
(Vinil)
Assinar:
Postagens (Atom)
























